quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O ímpossível elevador dos filmes além da imaginação.

Quantas vezes o elevador te leva além de onde você queria ter ido? Muitas vezes. Em outras, você fica no meio do caminho, seja pela falha no botão com H1N1 ou por desatenção e ao chegar no andar desejado, sai do elevador com a convicção de que foi vencedor diante de um obstáculo imposto pelo sistema, afinal, as possibilidades de você entrar num elevador e ficar preso com pessoas idiotas ao seu lado são muito altas, embora a maioria do povo só tenha presenciado essa cena em filmes. Os filmes estão acima das leis, de todas as leis, sendo assim, os filmes são estranhos forasteiros que invadem nossas vidas, armados com emoção, aventura, crime, paixão, sexo, gravidade zero, som no vácuo, vida após a morte, delírio, sonhos, carros e tudo o mais. Eles impõem uma realidade e influenciam nos modos da sociedade tal como a sociedade se influencia com as mensagens publicitárias a grosso modo, se deixando levar por questões pouco importantes para o desenvolvimento total, porém, é importante lembrar que não definimos ainda porque as questões indefinidas têm definidas suas indefinições e por que as definições estão longe de serem úteis, é curioso imaginar. Eu defino a imaginação como um ponto de partida de um caminho que, a certa altura do campeonato, cairá no mesmo caminho da realidade e essa mistura venenosa é o que vai gerar a confusão sobre sentir-se ou não sentir-se parte de alguém ou do mundo, a realidade se baseia na experiência, a verdade depende da realidade, a realidade não depende da verdade e a imaginação - fonte das fontes - é a balança para que o vidro não se quebre. Um vidro que talvez nem exista. As coisas que não acontecem são as que mais fazem falta para as pessoas, e as coisas que acontecem são compreendidas na gaiola da rotina, nossa missão é fazer o que não fizeram e tirar do insconciente coletivo essa idéia do impossível. Tente voar, tente mergulhar no fogo, tente segurar essa sua respiração por 3 horas embaixo da água, tente sexo com formigas, pule de um prédio e tente evitar seu suicídio. Tente, inove, mude, seja um mito, pratique a verdade das mentiras e a mentira das verdades, inverta os valores morais, danifique os costumes arcaicos e proclame ao mundo que conheceu a epistemologia no fundo do seu ser.


A verdade é como um avião: Tem seu rumo certo, sempre se atrasa, às vezes não é auto-suficiente e cai por terra.

2 comentários:

  1. Adoro a idéia central por trás do seu caos :P

    PS: Hoje parei em DOIS andares errados. Coincidência? Escreva sobre coincidência qualquer dia desses.

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  2. Brisamente fantástico, és um mito da filosofia brasileira.

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