A juventude é uma fase brilhante na vida de qualquer pessoa, é justamente nessa era que as pessoas desfrutam dos maiores prazeres do paraíso e dos maiores desgosto do inferno, porque a juventude quebra as regras, a juventude destrói barreiras, a juventude não é uma ciência exata e suas variáveis extrapolam e repudiam a moralidade. Ser jovem é caminhar pelo perfume do fascínio e adoecer na lamúria do sórdido. E sempre que o imponente sol arder em nossos rostos, iremos nos lembrar com saudade daqueles fins de semana na praia, do vento no rosto, do som plugado aos ouvidos e daquela caminhada marota à beira-mar com as sandálias havaianas na mão, isto porque, quase sempre, invertemos as coisas e trocamos os pés pelas mãos ou, em casos mais possessivos, damos as mãos e já querem nossos pés, mas, se estivermos cegos de amor, possivelmente doaremos até nossas almas. Aliás, de longe, uma adoção é uma doação, mas o preço que os novos pais pagarão pode ser alto, tão alto quando um jogador de basquete, tão alto quanto o salário dos nossos amigos de Brasília. Amarela é uma cor que corrompe nossas decisões de compra, sabiam disso? A cor amarela aturde, incomoda e, no fim, a gente se deixa levar por essa cor da camisa da Seleção brasileira, dessa brava gente brasileira que, diante das cores e mundos, nunca duvidou de um amanhã melhor, o amanhã que vai chegar é o presente que aqui está e o passado que foi pra lá. É a temática da matemática, é a logia da biologia, é a experiência da ciência, é o ês do inglês. Já repararam que a mistura das coisas causa diversão? A gente se diverte quando se mistura, a fila do banco é uma diversão, o motoboy firula com o celular na mão, o aposentado perdendo a visão, a gostosa chamando a atenção, a feiosa sacando a pensão, o bebê no colo pra não pegar fila é uma armação, a velha caduca que não sabe passar o cartão e aí chega o carro blindado, um camburão, cheio de dinheiro, entram os caras com armas na mão, pessoas se olham, é aquela tensão, será que agora aparece um ladrão? Poxa, é uma novela em que todos podem atuar, juntem suas contas para pagar, mas, na sua vez, que baita azar: Desculpe, senhor, sistema fora do ar.
Nossas mãos são como uma camisa velha rasgada: Só nos serve quando aceitamos que podemos usar sem pudor.
"As voltas do mundo andam voltando ao redor do ar que respiro, mesmo assim, nem sempre eu quero vivenciar o que a vida me propõe, pois odeio samba rock, não mais que gatos fazendo sexo selvagem no telhado, é claro, mas, odeio mesmo assim. É como lutar, lutar e lutar para depois, bem no final, padecer diante do adversário que sorri frente a sua derrota, uma derrota sempre amarga, como bombons que sobram após terminar um namoro e ficar com esse presente óbvio e clichê, coisa de pombinhos, casais apaixonados, mas o pombo que é símbolo da paz, até mesmo nas igrejas, também trás diversas doenças aos humanos e como não poderia deixar de ser, água parada é bebida para esses ases indomáveis e também ponto de encontro da galera da Aedes Aegypti, que te manda lembranças todo verão. Aliás, o calor do verão ficou tão frio que eu estou duvidando das quatro estações, embora seja um álbum completo e cheio de talento, receio que Renato Russo não tenha pensado no desequilíbrio ambiental quando fez essa obra-prima. Prima, tia, tio e até cunhado na festa de aniversário, é bolo pra cá, bolo pra lá, cerveja pra quem bebe, quem não bebe cospe e as mais feias cospem fogo pra tudo que é lado, o moleque atrevido rouba um beijo da menina, a Ferrari sempre se estendendo nas retas após abusar das frenagens nas curvas, um trator não seria tão útil, mas uma Ferrari é sempre uma Ferrari, não é? De que vale o valor senão para se valorizar? Depois que tudo se vai é que nós pensamos porque se vão, se vão em vão ou não."
ResponderExcluirRodrigo Seledon em 18 de junho de 2010.
>>>> A.D.O.R.O!